O Guia Essencial do Budismo para um Diálogo Inter-Religio...

O Guia Essencial do Budismo para um Diálogo Inter-Religioso Autêntico

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Olá, meus queridos leitores! Em meio a toda a correria do dia a dia, com tantas informações e, por vezes, a sensação de que o mundo anda meio perdido, já pararam para pensar no quão vital é a nossa capacidade de dialogar?

Eu, particularmente, sempre me encantei pela forma como as diferentes tradições espirituais buscam a verdade e a paz, e tenho percebido que essa busca é mais forte do que nunca, especialmente quando pensamos no bem-estar e na saúde mental que a espiritualidade pode proporcionar.

O Budismo, com sua sabedoria milenar focada na compaixão e no autoconhecimento, tem ganhado um espaço enorme no Ocidente, oferecendo uma perspectiva de vida que muitos de nós procuramos hoje para lidar com o estresse e a ansiedade.

Não é à toa que vemos tantos abraçando suas práticas de meditação e mindfulness! Mas e quando essa filosofia se encontra com outras grandes crenças? É aí que a mágica acontece!

Portugal, por exemplo, tem sido um exemplo de tolerância, demonstrando que é possível construir pontes de entendimento mesmo entre as diferenças. No cenário atual, com desafios globais que exigem nossa união, o diálogo inter-religioso é mais do que uma opção; é uma necessidade urgente para construirmos um futuro mais harmonioso e solidário, como os próprios líderes religiosos têm reforçado.

É uma oportunidade incrível de aprender, crescer e encontrar pontos em comum que nos elevam. Querem saber como o Budismo se encaixa nessa conversa transformadora e quais são os próximos passos para uma coexistência mais rica?

Vamos juntos desvendar como essa troca de saberes pode moldar um amanhã de mais paz e compreensão. Abaixo, vamos mergulhar fundo e descobrir exatamente como podemos fazer isso!

A Essência Budista na Sociedade Atual: Mais do que uma Religião, um Caminho

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A Filosofia Milenar Encontrando Novos Lares

No mundo frenético em que vivemos, muitos de nós buscamos algo que nos ancore, que nos traga uma paz interior em meio ao caos. É exatamente por isso que o Budismo, com seus ensinamentos focados na não-violência, na interdependência e na busca pelo bem-estar, tem crescido tanto em popularidade, inclusive aqui em Portugal.

Não é uma religião no sentido tradicional de um Deus criador, mas sim uma filosofia profunda para o crescimento espiritual, um conjunto de princípios que defendem o bem, combatem o mal e nos ajudam a cultivar a mente.

Lembro-me de uma amiga que, após anos de estresse no trabalho, descobriu o mindfulness – uma prática que tem raízes budistas – e a transformação na sua vida foi notável.

Ela me disse que era como se tivesse “tirado os óculos de Penafiel” que a impediam de ver além das suas próprias preocupações. Essa capacidade de focar no presente, de respirar e de simplesmente “ser”, como nos ensina a Danna Faulds, é algo que eu, pessoalmente, valorizo muito e que vejo cada vez mais portugueses a abraçar.

O Crescimento em Terras Lusitanas e a União Budista Portuguesa

Embora o Budismo não tenha chegado a Portugal através de grandes migrações como noutros países, a sua presença tem vindo a consolidar-se significativamente desde os anos 70.

Na verdade, a partir dos anos 2000, vimos um grande desenvolvimento, com a visita de mestres renomados, como o Dalai Lama, que contribuíram imenso para estimular a prática do Budismo no nosso país.

Hoje, temos cerca de 17.000 budistas em Portugal, e é incrível ver a diversidade de tradições presentes, desde o Budismo Zen Japonês e Tibetano até as tradições Chinesa, Tailandesa e Vietnamita.

A União Budista Portuguesa (UBP), fundada em 1997, desempenha um papel crucial, congregando os vários grupos e comunidades budistas, apoiando os seus interesses e necessidades, e promovendo o estudo e a prática dos ensinamentos de Buda Shakyamuni na sociedade portuguesa.

É um trabalho essencial para garantir que esta sabedoria milenar continue a florescer por cá, oferecendo a muitos um caminho para uma vida mais serena e consciente.

Construindo Pontes: O Diálogo Inter-Religioso como Pilar da Paz

Portugal: Um Faro de Tolerância e Respeito

Quando falamos em diálogo inter-religioso, Portugal destaca-se como um verdadeiro exemplo. É fascinante observar como o nosso país tem sido reconhecido internacionalmente pela sua tolerância religiosa, sendo considerado um dos lugares onde a legislação oferece mais liberdade às diversas confissões.

Lembro-me de ter visto uma reportagem sobre o programa “E Deus criou o mundo” na Antena 1, onde um judeu, um muçulmano e um católico se sentam para debater temas que os unem e os separam, sem tabus.

Isso reflete a realidade que experienciamos: uma boa relação não só entre as diferentes crenças, mas também entre elas e o Estado. Essa abertura não surgiu do nada; foi construída ao longo dos anos, com marcos importantes como a Lei da Liberdade Religiosa de 2001.

É um orgulho ver como conseguimos, enquanto sociedade, promover a coesão social e uma sociedade mais inclusiva e solidária através do respeito mútuo.

A União de Vozes por um Bem Maior

O diálogo inter-religioso não é apenas uma questão de coexistência pacífica; é uma ferramenta poderosa para enfrentar os desafios globais do nosso tempo.

O Grupo de Trabalho para o Diálogo Inter-Religioso (GT DIR) tem feito um trabalho notável, celebrando mais de 10 anos a promover o entendimento mútuo e a harmonia entre as diferentes crenças em Portugal.

Participar em eventos onde diferentes confissões religiosas se reúnem para discutir o impacto da intolerância religiosa, a importância do diálogo para a paz e o papel das comunidades na promoção da inclusão é algo que nos enriquece a todos.

Pessoalmente, acredito que a fé, independentemente da sua forma, leva o crente a ver no outro um irmão, a quem se deve apoiar e amar, e que essa fraternidade humana é essencial para salvaguardar a criação e apoiar os mais necessitados.

Quando unimos as nossas vozes, independentemente da nossa origem espiritual, somos capazes de muito mais.

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Paz Interior na Era Digital: Meditação e Mindfulness ao Resgate

Meditação: Um Abraço para a Mente Acelerada

Quem nunca se sentiu assoberbado pela quantidade de informação e pelas mil e uma tarefas do dia a dia? Eu sei bem o que é isso! É por isso que a meditação, com as suas raízes profundas na tradição budista, se tornou uma aliada tão importante para tantos de nós.

Não se trata de “desligar a mente”, como muitos pensam, mas sim de aprender a direcionar a atenção para o momento presente, sem julgamentos. Os Centros Budistas, como o Centro Budista do Porto ou o Centro de Meditação Kadampa Deuachen, oferecem programas e retiros que nos ajudam a cultivar uma mente serena e um coração aberto, trazendo mais clareza e paz.

A prática regular permite-nos desenvolver uma consciência do agora, melhorando a relação que temos connosco, com os outros e com o mundo. Já para não falar dos benefícios incríveis que a ciência tem comprovado!

Os Superpoderes do Mindfulness para o Bem-Estar

O mindfulness, ou “atenção plena”, é um verdadeiro superpoder que podemos desenvolver, e que, curiosamente, nasceu das tradições orientais, especialmente do Budismo, há mais de 2.500 anos.

Nos últimos anos, tornou-se uma prática e uma filosofia de vida incrivelmente populares, e não é por acaso! Consiste em prestar atenção total e intencional ao momento presente, aceitando os nossos pensamentos e sensações sem julgamento.

E os benefícios? Ah, são imensos! Desde a redução do estresse e da ansiedade até a melhoria da capacidade de memória e a promoção de um pensamento mais positivo.

Eu, pessoalmente, sinto-me muito mais calma e focada nos dias em que consigo dedicar uns minutos a esta prática. É uma ferramenta que nos ajuda a viver de forma mais saudável e equilibrada, sem estar relacionada a crenças religiosas específicas, o que a torna acessível a todos.

A Espiritualidade como Refúgio para a Saúde Mental

O Elo Inegável entre Fé e Bem-Estar Psicológico

Ultimamente, temos falado muito sobre saúde mental, e com razão! É um tema que me toca profundamente, e tenho notado como a espiritualidade tem emergido como um pilar fundamental para o nosso bem-estar psicológico.

Estudos têm demonstrado que a espiritualidade atua como um fator de proteção, influenciando positivamente a saúde mental em situações adversas. O psiquiatra João Perestrelo, por exemplo, defende que a religião e a espiritualidade têm uma influência significativa na nossa saúde mental, constituindo um dos mais sólidos fatores de proteção.

E não se trata de “medicar as emoções”, mas sim de encontrar um sentido, um apoio que nos ajude a lidar com o sofrimento. É como se tivéssemos uma âncora interna que nos ajuda a navegar pelas tempestades da vida.

Encontrando Sentido e Resiliência Através da Espiritualidade

A espiritualidade vai além da religião institucionalizada; é a busca por significado na nossa existência, uma reflexão subjetiva que nos conecta a algo maior.

Essa conexão facilita o autoconhecimento e nos proporciona uma sensação de paz e tranquilidade. Em momentos de maior sofrimento, como durante a pandemia, muitos encontraram na espiritualidade uma forma de enfrentar o estresse, de adaptar-se e de encontrar um sentido para a realidade, mesmo diante da morte.

Lembro-me de ouvir histórias de pessoas que, apesar das dificuldades, conseguiam manter a esperança e a serenidade graças à sua fé ou às suas práticas espirituais.

É um testemunho do poder que a espiritualidade tem em nos ajudar a cultivar a resiliência e a viver uma vida mais plena, com um equilíbrio mental que não depende apenas de estímulos externos, mas de uma profunda conexão interna.

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Tradições em Diálogo: Promovendo a Convivência e o Conhecimento Mútuo

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A Riqueza da Diversidade: Oportunidades de Aprendizagem

É maravilhoso ver como em Portugal, as diferentes tradições religiosas e espirituais não só coexistem, mas também se abrem ao diálogo. A diversidade religiosa é uma riqueza enorme, e cada encontro, cada partilha de experiências é uma oportunidade de aprender algo novo.

Pessoalmente, acredito que a ignorância é muitas vezes a raiz do preconceito, e quando nos abrimos para conhecer o “outro”, desconstruímos barreiras e fortalecemos o respeito mútuo.

Iniciativas como o “Roteiro do Diálogo Inter-Religioso e Cultural” nas escolas, promovido em parceria com a Universidade Lusófona, mostram como é fundamental começar desde cedo a promover o conhecimento e o respeito pela diversidade.

Quando os líderes e as comunidades religiosas se reúnem, como no evento de 10 anos do GT DIR em Lisboa, com tertúlias, música e dança, demonstram que a coexistência harmoniosa é não só possível, mas celebrável.

Ultrapassando Desafios para um Futuro Mais Unificado

Claro que o caminho do diálogo nem sempre é fácil. Historicamente, em Portugal, a liberdade religiosa foi uma conquista gradual, e a Lei da Liberdade Religiosa só foi implementada em 2001.

Ainda hoje, embora se tenha avançado muito, existem desafios a serem superados, como a necessidade de regulamentar a assistência religiosa de capelães não católicos em hospitais e prisões, por exemplo.

Mas a vontade de construir pontes é cada vez mais evidente. As tertúlias sobre o “Contributo das Religiões no âmbito da Ação Social” e “A história do GT DIR no contexto do Diálogo Inter-Religioso” são exemplos claros de como estamos a aprofundar a compreensão mútua e a colaborar para o bem comum.

É um trabalho contínuo que exige escuta ativa e reflexão coletiva, mas que, no final, constrói uma sociedade mais coesa e pacífica.

Práticas Budistas Essenciais para uma Vida Plena

Meditação e Mindfulness: Ferramentas para o Dia a Dia

Sabem, uma das coisas que mais me fascina no Budismo é a sua praticidade. Não é preciso ser um monge para aplicar os seus ensinamentos. A meditação e o mindfulness, que têm origem na tradição budista, são ferramentas acessíveis a todos nós e que fazem uma diferença brutal no nosso quotidiano.

Eu, que sou uma pessoa bastante ativa, descobri que mesmo uns minutinhos de meditação logo pela manhã me ajudam a enfrentar o dia com muito mais calma e foco.

O mindfulness, em particular, não é nada de esotérico; é simplesmente a arte de estar presente, de prestar atenção à respiração, aos nossos pensamentos e sensações sem julgamento.

Podemos praticá-lo enquanto saboreamos um café, caminhamos, ou até mesmo enquanto estamos no trânsito. Os centros como o Centro Budista do Porto e o Centro de Meditação Kadampa Deuachen oferecem aulas e cursos que nos guiam neste caminho, e posso dizer-vos que a experiência de desenvolver uma consciência do momento presente é libertadora.

A Compaixão e a Ética na Prática Budista

Além da meditação, os princípios éticos do Budismo são um guia poderoso para uma vida mais plena e significativa. A compaixão (Karuna) e o amor benevolente (Metta) não são apenas conceitos bonitos, são atitudes que podemos cultivar ativamente.

O objetivo final do Budismo é livrar os seus seguidores do sofrimento, proporcionando-lhes paz interior e felicidade. E isso passa muito por como nos relacionamos com os outros e com o mundo.

Práticas como a libertação de animais, as oferendas e as orações que vemos em algumas tradições budistas, como a tibetana, não são rituais vazios; são formas de acumular mérito e de cultivar aspirações positivas, tanto para nós mesmos quanto para todos os seres.

É um convite constante à auto-reflexão e à responsabilidade, incentivando-nos a agir de forma que beneficie a nós e aos outros.

Prática Budista Benefícios para o Bem-Estar Exemplo Prático
Meditação (Vipassanā/Samatha) Redução do estresse e ansiedade, aumento da clareza mental, paz interior. Dedicar 10-15 minutos diários para observar a respiração num local tranquilo.
Mindfulness (Atenção Plena) Melhoria da consciência do presente, aceitação de pensamentos e emoções sem julgamento. Prestar atenção plena ao saborear uma refeição ou caminhar.
Compaixão (Karuna) Desenvolvimento da empatia, redução do egoísmo, promoção de relações harmoniosas. Visualizar o bem-estar de outros, mesmo aqueles com quem temos dificuldades.
Estudo do Dharma (Ensinamentos) Compreensão da natureza da realidade, sabedoria, superação da ignorância. Ler textos budistas, participar em palestras ou cursos online/presenciais.
Preceitos Éticos Cultivo de conduta moral, redução de ações prejudiciais, vida mais equilibrada. Praticar a não-violência, falar a verdade, não roubar, não ter condutas sexuais impróprias, não consumir intoxicantes.
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O Impacto Duradouro da Espiritualidade no Tecido Social

Cultivando a Coesão e a Harmonia Comunitária

A espiritualidade, em todas as suas formas, tem um poder incrível de unir as pessoas e de fomentar um sentido de comunidade que transcende as diferenças.

Quando vemos diferentes confissões religiosas em Portugal a trabalhar em conjunto, como no Grupo de Trabalho para o Diálogo Inter-Religioso, percebemos que o bem comum é uma preocupação transversal.

Lembro-me de uma vez em que participei numa iniciativa local de apoio a famílias carenciadas, e a diversidade de voluntários, vindos de diferentes origens religiosas e espirituais, era inspiradora.

Cada um trazia a sua perspetiva, a sua fé, mas todos partilhavam o mesmo objetivo: ajudar. Este tipo de colaboração é vital para garantir que o nosso tecido social seja saudável e inclusivo.

A fé, quando vivida de forma autêntica, nos impulsiona a cuidar uns dos outros, especialmente os mais vulneráveis.

O Legado de Tolerância para as Novas Gerações

O que estamos a construir hoje em termos de diálogo e tolerância religiosa é um legado importantíssimo para as futuras gerações. Numa sociedade cada vez mais multicultural e complexa, ensinar os mais jovens a respeitar e a valorizar a diversidade é mais do que uma lição; é uma competência essencial para a vida.

É por isso que projetos que promovem o diálogo inter-religioso e cultural nas escolas são tão valiosos. Ao expor as crianças e os jovens a diferentes perspetivas, estamos a capacitá-los para desconstruir preconceitos e a construir um futuro mais harmonioso.

Portugal, com o seu histórico de tolerância e a sua Lei da Liberdade Religiosa, tem um papel exemplar nesta missão. É um caminho contínuo, sem dúvida, mas cada pequeno passo de abertura e compreensão contribui para um mundo mais solidário e pacífico, onde as diferenças são vistas como uma força, e não como uma barreira.

글을 마치며

Meus queridos, chegamos ao fim de mais uma partilha que, espero, tenha sido tão enriquecedora para vocês quanto foi para mim ao escrevê-la. Sinto que, em tempos tão desafiadores, a busca por um sentido maior e a abertura ao diálogo são mais do que tendências; são as nossas âncoras. Ver como Portugal tem abraçado esta jornada de tolerância e como o Budismo oferece ferramentas tão preciosas para a nossa paz interior enche-me de esperança. Que possamos todos continuar a construir pontes, a aprender uns com os outros e a encontrar serenidade na nossa caminhada, inspirados pela sabedoria que nos rodeia.

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Alerta de Viagens na Ponta da Língua: Dicas Quentes para o seu Bem-Estar

1. Descobrir o Budismo em Portugal: Se a curiosidade vos picou, procurem pelos centros da União Budista Portuguesa (UBP). Eles têm uma lista de comunidades e atividades por todo o país, desde Lisboa ao Porto, que podem ser o vosso ponto de partida para a meditação e o estudo dos ensinamentos budistas.

2. A Magia da Meditação e Mindfulness: Não é preciso ser um especialista para começar. Existem imensas aplicações (como Calm ou Headspace), canais no YouTube e até workshops online gratuitos que vos podem guiar nos primeiros passos. Comecem com 5 minutos por dia, e verão a diferença!

3. Diálogo Inter-Religioso na Vossa Comunidade: Procurem por iniciativas locais que promovam o diálogo entre diferentes crenças. Muitas cidades têm grupos ou eventos que reúnem pessoas de diversas fés, e participar é uma forma fantástica de aprender e contribuir para uma sociedade mais tolerante.

4. Priorizar a Saúde Mental Através da Espiritualidade: Lembrem-se que a espiritualidade pode ser um forte pilar para o vosso bem-estar mental. Não hesitem em procurar apoio em grupos de partilha, comunidades de fé ou mesmo em psicólogos que integrem a dimensão espiritual nas suas abordagens.

5. Experienciar Retiros de Silêncio: Para quem busca uma imersão mais profunda, considerem participar num retiro de silêncio ou meditação. Muitos centros budistas e espaços de bem-estar em Portugal oferecem estas experiências transformadoras, que podem ser um verdadeiro bálsamo para a alma.

Ponto Essencial: O Diálogo é a Chave para o Futuro

Para mim, o ponto fulcral de toda esta conversa é a certeza de que o diálogo, seja ele inter-religioso, espiritual ou simplesmente humano, é o alicerce para um futuro mais próspero e pacífico. A sabedoria budista, com a sua ênfase na compaixão e no autoconhecimento, oferece um caminho valioso para o bem-estar individual e coletivo. Portugal, com o seu exemplo de tolerância e a crescente abertura ao diálogo entre as diferentes fés, mostra-nos que é possível construir pontes de entendimento, fortalecendo a nossa saúde mental e a coesão social. Cultivar a atenção plena e a espiritualidade no nosso dia a dia não é um luxo, é uma necessidade urgente para enfrentarmos os desafios modernos com resiliência e serenidade.

Perguntas Frequentes (FAQ) 📖

P: Por que o Budismo tem se tornado tão relevante para lidar com o estresse e a ansiedade nos dias de hoje?

R: Ah, meus amigos, essa é uma pergunta que recebo demais e que ressoa profundamente com o que eu mesma tenho vivido e observado! Sabe aquela correria insana do dia a dia, a pressão para ser perfeito em tudo, a enxurrada de informações que nos deixa exaustos?
Pois é, o Budismo, com sua sabedoria milenar, surge como um verdadeiro bálsamo. Não é à toa que tanta gente tem se voltado para ele. Eu, particularmente, percebi que a força do Budismo está na sua abordagem super prática e focada no agora.
Ele não nos promete uma fuga da realidade, mas sim ferramentas para enfrentá-la de uma forma mais equilibrada. Pensa comigo: a meditação, que é uma das pedras angulares do Budismo, nos ensina a observar nossos pensamentos e emoções sem julgamento.
Não é sobre esvaziar a mente (impossível, né?), mas sobre reconhecer que somos observadores, não reféns dos nossos próprios pensamentos. E isso, acreditem, faz uma diferença GIGANTESCA na hora de lidar com aquela ansiedade que aperta o peito ou o estresse que parece não ter fim.
É como se o Budismo nos convidasse a dar um passo para trás e enxergar a vida com mais clareza, cultivando a compaixão – primeiro por nós mesmos, depois pelos outros.
Essa jornada de autoconhecimento é libertadora e nos empodera a construir uma paz interior que, de verdade, o mundo lá fora não consegue abalar facilmente.
Muitas pessoas que conheço, inclusive aqui em Portugal, me contam como a prática budista, mesmo que simples e diária, transformou a maneira como elas encaram os desafios, trazendo uma serenidade que antes parecia inatingível.
É uma experiência que eu super recomendo a todos!

P: Como o diálogo inter-religioso, exemplificado em Portugal, pode realmente construir um futuro mais harmonioso?

R: Essa é uma questão que me enche de esperança, de verdade! Portugal, nesse sentido, tem sido um exemplo brilhante, e eu fico muito orgulhosa de ver como a gente consegue, com respeito e abertura, mostrar que é possível construir pontes em vez de muros.
Sabe aquela ideia de que as religiões sempre foram motivo de conflito? O diálogo inter-religioso vem para quebrar esse paradigma de vez! Minha experiência, ao participar de alguns encontros e ao conversar com pessoas de diferentes credos, me mostrou que o grande segredo está em focar nos nossos pontos em comum, em vez de nos prender às diferenças.
Todas as grandes tradições espirituais, no fundo, buscam a paz, a compaixão, a justiça e o bem-estar da humanidade, não é mesmo? Quando sentamos à mesa para dialogar, o que acontece é uma troca riquíssima de saberes, de perspectivas e, acima de tudo, uma construção de empatia.
A gente começa a entender o “porquê” das crenças do outro, e isso dilui preconceitos de uma forma incrível. Em Portugal, por exemplo, a gente vê comunidades de diferentes religiões colaborando em projetos sociais, promovendo eventos culturais e, o mais importante, simplesmente convivendo em harmonia no dia a dia.
Isso manda uma mensagem poderosa para o mundo todo: é possível viver em paz, respeitando a fé alheia e até mesmo aprendendo com ela. Para mim, essa troca é a base para um futuro onde a solidariedade prevaleça sobre a divisão, e onde o entendimento seja a nossa principal ferramenta para enfrentar os desafios globais.
É uma oportunidade de ouro para crescermos juntos como sociedade.

P: Quais são os primeiros passos para quem quer começar a explorar a espiritualidade e o autoconhecimento, sem se prender a uma única tradição?

R: Que pergunta maravilhosa! Adoro quando vocês me trazem essas questões, porque sei que muita gente se sente um pouco perdida nesse caminho. Minha dica de ouro, baseada em tudo o que aprendi e vivenciei, é: comece por você!
O autoconhecimento é a chave para qualquer jornada espiritual, independente da tradição que você escolha (ou não escolha!). Um dos primeiros passos, e que eu mesma faço religiosamente, é dedicar um tempinho para a meditação ou o mindfulness.
Não precisa ser nada complicado; cinco ou dez minutos por dia, apenas para observar sua respiração, já faz milagres. Você vai começar a perceber como sua mente funciona, quais pensamentos te dominam, e isso já é um grande avanço para entender quem você realmente é e o que te faz bem.
Outra coisa que funciona super bem é ler e se informar. Existem livros maravilhosos sobre diferentes filosofias espirituais, desde o Budismo até a Yoga, passando por abordagens mais laicas sobre a mente e o bem-estar.
Não se sinta pressionado a “escolher” uma religião. A beleza está em pegar o que ressoa com você de cada lugar e construir sua própria jornada. Eu sempre digo: a espiritualidade é algo muito pessoal, uma bússola interna que nos guia para o nosso propósito e para uma vida com mais sentido.
Comece experimentando, observando o que te traz paz e alegria, e a partir daí, o caminho vai se revelando naturalmente. E não se esqueça: seja gentil consigo mesmo nesse processo, ok?
É uma jornada, não uma corrida!

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